segunda-feira, 18 de junho de 2007

O Poeta do Labirinto

Um vaso se quebra, ao relento
Quando as intempéries exibem
O sabor do vento

A flor que murcha, era tão alva
Se pudesse se expressar
Em estertores agonizava

O baque tão atroz
Não cessa após
A vitória amarga
Carrega pesada carga

Um justiceiro fleumático
Com ponte de safena
Reivindica anéis
Com seu olfato
Descobre um infarto

O rim se alarga -
Meu abdômen incha
Explode com voracidade.
Engole uma alma, e salpica
Seus fragmentos sobre
Uma pizza de solidão

A ruptura que corrói
Minha alma sensata
Com a certeza estática
De acabar em um vácuo

Sozinho. Sequinho.

Seco como uma batata palha
Pronta para ser devorada
Sozinho como uma harpia
Que devora.

Aqui encontro-me perdido
Em um labirinto ilusionista
De paredes mistificadas
Que contém muitos óbices
Enevoados, sombrios.


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Aquele encarcerado em seus atos.

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Ouvindo MIDIs de Zelda, Tarm Ruins' Theme

3 comentários:

Eduardo disse...

ui q luuuuuuuuuuxoooo

e a trilha sonora tbm ^^

zelda rules^^


abraçoss!

Guilan disse...

próton????

Pedro Zambarda disse...

eu me sinto sendo devorado por mim mesmo ao ler isso.